O Conde de Monte Cristo – Alexandre Dumas

OCondedeMonteCristoÉ sempre difícil falar de uma obra que beira a unanimidade em questão de excelência sem que se caia no óbvio, ainda mais uma que consegue ser tão magnética a ponto de prender o leitor por mais de 1500 páginas. O Conde de Monte Cristo, magnífica obra de Alexandre Dumas, ignora as barreiras das épocas e se sustenta de modo inabalável como um clássico da literatura mundial por mais de 170 anos, admiravelmente conseguindo se manter popular e cativar os leitores atuais com a mesma intensidade com que conquistava os seus primeiros leitores em meados do século XIX. Continuar lendo

Devoradores de Mortos – Michael Crichton

devoradores_de_mortosEscrito por Michael Crichton, famoso escritor e produtor americano, muito conhecido por ter escrito O Parque dos Dinossauros, O Mundo Perdido, Congo, Esfera, Linha do Tempo e O Enigma de Andrômeda, que assim como Devoradores de Mortos foram todos adaptados para o cinema, e sim, os dois primeiros livros dessa lista são os dois primeiros filmes da franquia Jurassic Park, ambos dirigidos por Steven Spielberg. A versão cinematográfica de Devoradores de Mortos ganhou outro nome, O 13º Guerreiro, com o Antônio Bandeiras no papel principal, e apesar de muita gente não gostar do filme, que foi um fracasso nas bilheterias, confesso que gosto dele, eu realmente acho um filme divertido e foi o principal motivo de ter lido esse livro. Continuar lendo

Meu Pai Fala Cada M*rda – Justin Halpern

mpfcm mAos 28 anos Justin Halpern toma um pé na bunda da namorada e volta a morar com seu pai, Sam Halpern, o autor das pérolas que estão no livro. Quando criança Justin tinha medo do jeitão do pai, mas depois de adulto passou a admirar o tipo de postura dele, principalmente por reconhecer que em geral as pessoas evitam falar no que estão realmente pensando, bem diferente da atitude franca e direta do seu pai. Continuar lendo

Fahrenheit 451 – Ray Bradbury

Fahrenheit-451 (533x800)Publicado em 1953, essa distopia de Ray Bradbury é assustadoramente premonitória, visto que muito daquilo que soava absurdo na época é algo não tão estranho aos nossos olhos atualmente e que apresenta semelhanças com atividades e hábitos do nosso cotidiano. O nome do livro é referente à temperatura na qual o papel pega fogo e queima (451º na escala Fahrenheit dá quase 233º na escala Celsius), e apesar da queima de livros parecer algo fantasioso, é bom voltar um pouco no tempo e lembrar que já fizeram muito isso, talvez o mais famoso caso seja o Bücherverbrennung (queima de livros, em alemão), ocorrido em 1933 na Alemanha nazista, onde estudantes queimaram livros considerados “não-alemães” em uma espécie de “purificação da cultura alemã”. Continuar lendo

Ardil-22 – Joseph Heller

Antes de tudo, creio que muita gente deva ter conhecido esse livro da mesma forma que conheci, fiquei sabendo através da saudosa série LOST, onde, aliás, o nome do episódio onde esse livro dá as caras – e é uma edição brasileira – é justamente Catch-22 (O nome no livro, no original em inglês). E assim como a série o livro aborda temas bem parecidos, como histórias sendo contadas entre inúmeros flashbacks e gente tentando escapar de uma ilha. Continuar lendo