O Planeta dos Macacos – Pierre Boulle

o_planeta_dos_macacosO Planeta dos Macacos, romance do escritor francês Pierre Boulle publicado em 1963, talvez seja mais conhecido pela sua versão cinematográfica tamanha a notoriedade que o filme ganhou ao longo dos anos, tornando-se inclusive uma das mais icônicas obras da sétima arte, acho inclusive que a maioria das pessoas desconheça que o livro preceda o filme ou mesmo que exista o livro, exatamente por isso que tenho quase a obrigação de indicar esse excelente livro de ficção científica. Continuar lendo

Gattaca – Experiência Genética

GattacaVenho falando muito de livros, e talvez quem acompanhe o blog possa até pensar que este seja apenas um blog literário, mas esse não é necessariamente o foco. Em geral gosto de falar daquilo que consumo e fazer aquilo reverberar um pouco mais na minha cabeça. Ao falar de algo você ainda mantém aquilo vivo, seja livro, filme ou qualquer coisa, ela ainda continua  existindo e rendendo frutos mesmo após ter acabado. Há um filme que vi recentemente e que me fez ter uma vontade grande de escrever sobre ele, este filme é “Gattaca –  Experiência Genética”.

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Laranja Mecânica – Anthony Burgess

Laranja_MecanicaEscrito por Anthony Burgess, a história de Laranja Mecânica se passa em um futuro distópico de uma Inglaterra onde o governo é autoritário e a economia do país não vai lá muito bem, assim como a segurança pública, aliás, o tom da extrema violência, principalmente juvenil, é algo totalmente banal, e as pessoas acatam tudo isso de uma forma apática e fatalista. Neste mundo vive Alex, o orgulhoso, egocêntrico, violento e petulante protagonista e narrador dessa história, que passa os seus dias com seus “druguis” Georgie, Pete e Tosko cometendo roubos, estupros espancamentos, e todo tipo de “ultraviolência”, ou bebendo leite com drogas. Até que em uma dessas suas “diversões” ele acaba matando uma senhora, e, traído pelos seus companheiros, acaba preso. Continuar lendo

Distopias Literárias – Segunda Parte

livro-1984-george (517x800)Dando prosseguimento a primeira parte sobre distopias literárias, vamos então falar de mais algumas que certamente não poderiam deixar de aparecer em qualquer lista que se preze sobre o tema, então, sem perder mais tempo com introduções, vamos logo falar daquela que talvez seja a mais famosa de todas elas e que é uma das principais referências para o gênero, falo é claro de 1984, de George Orwell. Continuar lendo

Distopias Literárias – Primeira Parte

Dando prosseguimento ao post anterior que serviu como introdução às distopias, desta vez serei menos genérico e falarei mais do tema focando em algumas distopias que temos na literatura. Não entrarei em maiores detalhes sobre as obras por conta do tamanho absurdo que ficaria esse post, que já o tive que separar em duas partes, e também pelo motivo de, ou eu já ter feito uma resenha/crítica de alguns deles no blog, ou ainda irei fazê-las, e desse modo posso falar com maior cuidado sobre essas obras, até porque elas merecem esse aprofundamento. Continuar lendo

O Pessimismo dos Mundos Distópicos

A distopia apresenta um conceito filosófico oposto à utopia, termo cunhado por Thomas Morus em seu livro Utopia, cujo significado é “não-lugar” ou “lugar inexistente”. Na obra publicada por Morus em 1516 Utopia era um ilha onde as pessoas viviam em paz, a fome era inexistente, os recursos eram praticamente ilimitados, as pessoas possuíam apenas as melhores características humanas e ouro e prata não tinham valor algum, ou seja, era um lugar completamente diferente e absurdo em comparação com a Europa da época com valores totalmente diferentes, era algo totalmente idealizado, realmente um lugar inexistente. Continuar lendo

Fahrenheit 451 – Ray Bradbury

Fahrenheit-451 (533x800)Publicado em 1953, essa distopia de Ray Bradbury é assustadoramente premonitória, visto que muito daquilo que soava absurdo na época é algo não tão estranho aos nossos olhos atualmente e que apresenta semelhanças com atividades e hábitos do nosso cotidiano. O nome do livro é referente à temperatura na qual o papel pega fogo e queima (451º na escala Fahrenheit dá quase 233º na escala Celsius), e apesar da queima de livros parecer algo fantasioso, é bom voltar um pouco no tempo e lembrar que já fizeram muito isso, talvez o mais famoso caso seja o Bücherverbrennung (queima de livros, em alemão), ocorrido em 1933 na Alemanha nazista, onde estudantes queimaram livros considerados “não-alemães” em uma espécie de “purificação da cultura alemã”. Continuar lendo