Os Senhores do Arco ( O Conquistador Vol.2) – Conn Iggulden

Os_senhores_do_arcoO Império mongol foi um dos maiores que o mundo já viu, sendo o maior em extensão territorial em questão de terras contínuas e o segundo maior em extensão territorial total – ele possuía 33 milhões de km², perdendo apenas para o Império Britânico com 33,7 milhões de km²-, e a exemplo de Alexandre, o Grande, boa parte dele conquistada sob a liderança de um só homem, Gêngis Khan. Não à toa essa figura histórica é um prato cheio para qualquer autor possa se inspirar parcialmente ou mesmo contar os fatos da movimentada vida desse que se tornou uma das pessoas mais temidas da época e que pôs boa parte do mundo sob seus pés.  Continuar lendo

Meio Rei (Mar Despedaçado Vol.1) – Joe Abercrombie

MeioRei_15mm.inddMeio Rei há muito atiçava minha curiosidade. Um livro que daria início a trilogia Mar Despedaçado, passado em um mundo com uma pegada meio viking e escrita pelo britânico Joe Abercrombie, um escritor conhecido pelos seus livros de dark fantasy, sendo inclusive um dos grandes nomes do gênero na atualidade, algo que não poderia combinar mais. Pois é, mas essa curiosidade na verdade era uma mistura de interesse com alguma desconfiança. Muitos dos que talvez, assim como eu, conheceram o autor pela trilogia “A Primeira Lei” também devem ter sentido o mesmo, isto porque desta vez Abercrombie resolveu sair um pouco de sua zona de conforto e arriscar algo mais na linha young adult, o que me fez ficar com um pé atrás com essa nova trilogia. Realmente não sabia o que esperar desse livro, e Meio Rei me surpreendeu.  Continuar lendo

Tigana: A Lâmina Na Alma – Guy Gavriel Kay

tiganaPublicado originalmente em 1990 como volume único, Tigana, do autor canadense Guy Gavriel Kay, acabou por ser dividida em duas partes aqui no Brasil, uma escolha a qual não me agradou muito e sobre a qual falarei mais adiante, porém faz-se necessário enfatizar que as minhas impressões acerca da obra se baseiam totalmente nessa primeira parte, Tigana: A Lâmina na Alma. Continuar lendo

Sonho Febril – George R. R. Martin

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Hoje em dia é impensável ouvir o nome de George R. R. Martin sem imediatamente o associar com livros de fantasia medieval recheados de reviravoltas e de personagens com moral ambígua, e este pensamento já está tão enraizado que pode tornar um pouco estranho para quem não está familiarizado com os outros trabalhos do autor saber que Martin já escreveu um livro sobre vampiros ambientado nos Estados Unidos em meados do século XIX.  Isso mesmo, vampiros. Continuar lendo

A Cor da Magia – Terry Pratchett

a_cor_da_magiaTente imaginar uma grande tartaruga. Na verdade tente imaginar uma tartaruga não apenas grande, mas extraordinariamente estonteantemente monstruosamente inacreditavelmente grande, bem, imagine então uma tartaruga extraordinariamente estonteantemente monstruosamente inacreditavelmente grande que viaja pelo universo carregando em seu colossal casco quatro elefantes gigantescos que, por sua vez, sustentam sob seus ombros um mundo inteiro em formato de disco, pois bem, esse é o mundo de Discworld. Neste mundo vivem criaturas fantásticas, além de deuses, magos e heróis, embora talvez eles não sejam exatamente aquilo que você pensa quando se fala em deuses, magos e heróis…

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O Príncipe De Westeros E Outras Histórias – George R. R. Martin & Gardner Dozois

Principe_de_Westeros_lombada25mm_Final.inddO Príncipe de Westeros e outras histórias é uma antologia de contos de diversos autores organizada pelos escritores George R. R. Martin e Gardner Dozois, cuja proposta é a de apresentar histórias que girem em torno de personagens de moral ambígua, aqueles que seguem mais a seus instintos e desejos do que a ideais altruístas. São histórias protagonizadas por canalhas, mentirosos e cafajestes de todos os tipos: ladrões astutos, golpistas que dominam a arte do logro, vigaristas e impostores ardilosos, além de malandros de bom coração (ou nem tanto). Aqueles personagens que podem tanto ser heróis quanto vilões que transitam entre a linha tênue que separa o bem e o mal, carregando o charme de serem mais críveis sem estarem presos a aquela artificialidade do maniqueísmo. Aqueles personagens que mesmo não fazendo o que é certo acabam gerando alguma simpatia por serem astutos e sagazes.

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