Altered Carbon

Há alguns dias terminei de assistir a série original da NetflixAltered Carbon, baseada no livro homônimo de Richard K. Morgan, livro este que já estava na minha lista há tempos e que certamente ainda irei ler. A premissa me interessou muito, fora todo o investimento despendido e o hype que se criou entorno da série, tornando essa uma das grandes apostas da plataforma para esse ano, mas tudo que tem a capacidade de criar grandes expectativas também corre o risco de gerar grandes frustrações. Continuar lendo

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Fahrenheit 451 – Ray Bradbury

Fahrenheit-451 (533x800)Publicado em 1953, essa distopia de Ray Bradbury é assustadoramente premonitória, visto que muito daquilo que soava absurdo na época é algo não tão estranho aos nossos olhos atualmente e que apresenta semelhanças com atividades e hábitos do nosso cotidiano. O nome do livro é referente à temperatura na qual o papel pega fogo e queima (451º na escala Fahrenheit dá quase 233º na escala Celsius), e apesar da queima de livros parecer algo fantasioso, é bom voltar um pouco no tempo e lembrar que já fizeram muito isso, talvez o mais famoso caso seja o Bücherverbrennung (queima de livros, em alemão), ocorrido em 1933 na Alemanha nazista, onde estudantes queimaram livros considerados “não-alemães” em uma espécie de “purificação da cultura alemã”. Continuar lendo

A Revolução dos Bichos – George Orwell

a-revolucao-dos-bichos (525x800)Já havia falado no blog sobre a magnum opus do George Owell, um dos escritores mais famosos e influentes do século XX, o fantástico livro 1984, e, obviamente, não poderia também deixar de falar em outro livro do autor, um que para muitos leitores é considerado uma leitura quase que obrigatória e tão boa como 1984, é a fábula política A Revolução dos Bichos. Continuar lendo

Deuses Americanos – Neil Gaiman

“-Assim, como todos vocês tiveram oportunidade de descobrir sozinhos, existem novos deuses crescendo nos Estados Unidos, apoiando-se em laços cada vez maiores de crenças: deuses de cartões de crédito e de autoestradas, de internets e de telefones, de rádios, de hospitais e de televisões, deuses de plástico, de bipe e de néon. Deuses orgulhosos, gordos e tolos, inchados por sua própria novidade e por sua própria importância. Eles sabem de nossa existência, têm medo de nós e nos odeiam – disse Odin. – Vocês estão se enganando se acreditam que não. Eles vão nos destruir, se puderem. É hora de a gente se agrupar. É hora de agir.”

Deuses_americanos_capa.inddO livro começa com Shadow cumprindo os seus últimos dias na prisão com a expectativa de sair dentro de muito pouco e se reencontrar sua mulher, e de quebra se restabelecer de volta à sociedade com a ajuda de seu melhor amigo que lhe garantiu um emprego assim que ele saísse de lá. Continuar lendo

A utopia distópica de Admirável Mundo Novo

Escrito por Aldous Huxley em 1931 e publicado no ano seguinte, esse livro aborda certos conceitos que em sua época pareciam como fantasias loucas, uma visão de futuro absurda com pessoas sendo feitas em tubos, de controle por consumo e por inundações de inutilidades, mas que hoje em dia esses mesmos conceitos soam como algo extremamente possível ou até mesmo bem familiares, o que é assustador. Continuar lendo

Dúvidas, escolhas e humanidade – Crítica do livro O Exorcista –

Não senti “medo”, como muitas pessoas acabam descrevendo sua experiência com esse livro. Acho que se alguém pedir para os leitores definirem o livro em apenas uma palavra, boa parte deles o definira exatamente usando essa ou uma outra muito similar. Outros, talvez, procurassem definir o livro escolhendo “dúvida”, algo que permeia toda essa história e faz mais sentido para mim e talvez me decidisse por ela, mas eu também, possivelmente, optasse pela palavra “escolha”, no decorrer do texto fica claro do motivo da minha inclinação por essas palavras para definir esse excelente livro de William Peter Blatty, cuja adaptação cinematográfica se tornou icônica. Continuar lendo

It’s alive! – Uma crítica de Frankenstein ou o moderno Prometeu

Sabe aquele monstro verde com parafusos no pescoço? Aquele mesmo que fala somente através de grunhidos e que foi criado por um velho cientista louco através da eletricidade de um raio que entrava pelo teto de seu castelo, tudo isso aos gritos de It’s alive!” ? E se eu dissesse que no livro ele era bem diferente dessa imagem que ficou eternizada na cultura popular e que é até hoje usada em filmes e desenhos? Continuar lendo