Roverandom – J.R.R. Tolkien

roverandomLá vou eu falar de outro livro do J.R.R. Tolkien, e mais uma vez é um livro com uma pegada mais infantil já que essa é uma história que ele criou especialmente para o seu filho Michael. Bem, acho que antes de qualquer coisa devo contar a história da história, ou seja, de como o professor acabou tendo a ideia para este livro.

Tolkien passava férias em uma cidade no litoral da Inglaterra com a sua família, Michael, na época com quase cinco anos de idade, adorava um brinquedo em especial, um pequeno cachorrinho preto e branco de chumbo. Ele não desgrudava do cachorrinho, porém um dia em um passeio com o pai e o irmão mais velho ele acabou perdendo o brinquedo na praia, e apesar de muito procurarem pelo cachorrinho não conseguiram achá-lo. Para consolar o filho, Tolkien acaba criando uma história que explicasse o sumiço do brinquedo, e foi desse modo que surgiu Roverandom.

O livro conta as aventuras do cãozinho Rover, que após morder a calça do mago Artaxerxes é transformado em um cão de brinquedo e acaba indo parar em uma vitrine de uma loja. Ele acaba sendo comprado por uma mulher que o dá de presente a um de seus filhos, chamado de “o menino Dois” (uma alusão a Michael, que era o segundo filho do Tolkien) que acaba o perdendo em uma praia. Nesta mesma praia ele conhece Psamatos Psamatides, um feiticeiro-da-areia que o ajuda a voltar a ser um cão de verdade, porém Rover ainda permanece com um tamanho de um brinquedo, já que o feiticeiro-da-areia não conseguiu desfazer por completo o feitiço do primeiro mago. A partir desse início Rover passa a viver algumas aventuras, como ser transportado por uma gaivota e ir até a lua conhecer um outro feiticeiro e seu cachorro, um cão-da-lua cujo nome coincidentemente também era Rover, o que faz que esses dois habitantes da lua passem a chamar o visitante de “Roverandom”. Ele também acaba viajando até o fundo do mar onde conhece a sereia que era a esposa de Artaxerxes e outra vez conhece um cão, desta vez um cão-do-mar, que por acaso também era chamado Rover, o que faz que o nosso protagonista passe novamente a ser chamado de Roverandom.

Bom lembrar que essa história não se passa na Terra-Média, esse é um mundo muito parecido com o “mundo real”, inclusive citando lugares bem conhecidos, porém recheado de fantasia. Ele é e não é nosso mundo, por assim dizer. É uma história muito boa pra crianças, os mais velhos talvez não gostem tanto se não entrarem no clima da leitura, mas creio que para a faixa-etária para qual foi escrita é uma leitura que pode ser até mais agradável do que O Hobbit ou Mestre Gil de Ham.

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