5 Séries de Fantasia Publicadas no Brasil

A fantasia não é algo simples e infantil.

A nossa cultura não tem as suas raízes fixas apenas naquilo que é real e concreto, e a fantasia sempre esteve presente nas narrativas da humanidade moldando as nossas crenças, a nossa moral e até mesmo a nossa própria identidade: os vikings se tornaram beligerantes por conta de sua crença no Valhalla; os gregos tinham a hospitalidade como uma das qualidades mais valorizadas por acreditarem que um deus poderia estar disfarçado de viajante, algo também comum em muitas outras religiões; reis e imperadores usavam o argumento do direito divino para legitimar sua posição privilegiada de liderança justificando sua condição social como sendo alguém escolhido por uma força superior, por uma profecia ou mesmo por alegarem descendência de alguma divindade. As bases da nossa sociedade também se alimentaram dos mitos e histórias contadas pelos caçadores aos seus companheiros, pelos sacerdotes pregando ao povo, pelos pais aos seus filhos. Todos eles são contadores de histórias, de uma forma ou de outra. Todos eles deram forma ao que somos hoje.

A crença no fantástico às vezes é mais forte e mais poderosa do que aquilo que podemos ver, ouvir e sentir, é um espelho onde podemos ver com mais clareza os nossos contornos através dos exageros, exageros esses que nos fazem olhar com outra perspectiva para que possamos enfim conseguir enxergar os absurdos do cotidiano que já nos parecem tão banais. Ter algo que inflame as nossas emoções ou refreie os nossos impulsos. Algo que desperte a capacidade se sonhar e de crer que é possível, ter algo que alimente a esperança, que divirta e que conforte. Algo que também nos faça ter medo e que nos faça repensar certas atitudes. Esse é o poder da imaginação, a de nos fazer rever conceitos ao nos permitir adentrar no desconhecido e experimentar outras realidades, outras vidas.

A fantasia não é algo simples e infantil, ela não é um tipo de “literatura menor”, algum tipo de invencionice boba sem importância, ela em si representa a maior das qualidades humanas: a capacidade de criação. E para mudar esse conceito equivocado e incentivar a galera a mergulhar fundo e viver essa experiência que só a fantasia pode proporcionar é que também estou aderindo à campanha #espalhefantasia. A proposta consiste em indicar 5 séries de fantasia que foram ou estejam sendo publicadas no Brasil para incentivar as pessoas a descobrirem ou mesmo passarem a ler mais desse gênero.

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Algumas séries que vou indicar são bem conhecidas, outras nem tanto, contudo também valem a pena serem lidas. Não são necessariamente as melhores ou as que eu mais goste, mas as que eu acho que possam agradar os mais diversos tipos de pessoas. Não vou fazer resenhas complexas, já que a maioria dos livros dessas séries já tiveram resenhas próprias publicadas aqui no blog, então não vi necessidade de fazer nada muito aprofundado ou corria o risco de me perder nos detalhes, portanto vou ser mais direto. Falando em ser mais direto, vamos então logo ao que interessa!

 

O Senhor dos Anéis + O Hobbit + O Silmarillion – J. R. R. Tolkien

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Simplesmente não poderia deixar de citar o pai da fantasia moderna, aquele que abriu espaço para os outros escritores desta lista. Sem o destaque que um acadêmico como ele deu ao gênero, a visibilidade e até mesmo a própria contribuição na formulação daqueles que viriam a ser a base, ou os clichês, da ficção fantástica provavelmente não teríamos tantas obras sendo publicadas no mundo afora, muito menos em terras tupiniquins.

Tolkien é até hoje reverenciado como um dos grandes pilares do gênero, e as suas obras mais famosas, sobretudo “O Senhor dos Anéis”, tiveram um impacto profundo na cultura popular, então seria quase um crime deixar de fora uma indicação como essa, apesar de uma indicação de Tolkien em qualquer lista sobre fantasia soar tão clichê como os inúmeros pastiches de sua obra feito por outros autores que se seguiram ao longo dos anos.

Talvez por ser o nome mais lembrado e mais associado com o gênero os livros do épico escritor de fantasia épica são quase obrigatórios para os fãs do gênero, mesmo com algumas críticas provenientes da tendência atual de personagens mais realistas e menos maniqueístas, contudo reduzir as histórias do professor a apenas isso é uma estupidez sem tamanho, deixa-se de aproveitar uma ótima leitura e uma aventura sem par por uma concepção anacrônica ao julgar algo de uma época diferente sob a perspectiva atual, mas não vou entrar em mais detalhes, pois já fiz um post inteiro sobre as comparações e críticas entre as obras de Tolkien e do George R. R. Martin que toca nesses temas.

Por que ler Tolkien?

Uma das grandes qualidades que qualquer obra de fantasia pode ter é a capacidade de alimentar a imaginação do leitor, e não há nada como a Terra-Média para isso. Alguns criticam as detalhadas descrições de Tolkien, porém eu acho que isso é exatamente o que torna esses livros tão cativantes, essa preocupação com a construção do mundo, que é o grande personagem dentro de suas obras, faz com que ainda não haja nada igual ao que o professor tenha criado. Há uma preocupação genuína com a história por trás de tudo, dos locais, dos artefatos, das relações entre as raças, tudo tinha um sentido, uma vida própria, e isso acaba dando uma sensação de credibilidade para aquele universo, por mais fantástico que ele seja. A impressão que fica é que a história não acaba com o final da aventura, e de fato o livro continua mesmo depois de ter sido lido.

PS: A ordem de leitura varia de leitor para leitor, cronologicamente os eventos seguem pela ordem de O Silmarillion – O Hobbit – Senhor dos Anéis, porém como todos podem ser lidos separadamente vai mesmo pelo gosto de cada um, podendo ser lidos em uma ordenação que segue do mais simples pro mais detalhado (O Hobbit- O Senhor dos Anéis- O Silmarillion), ou mesmo ir lendo os livros aleatoriamente, só mesmo a sequência dos três livros que compõem O Senhor dos Anéis, que era para ter sido publicado como livro único originalmente, que deve ser respeitada para a compreensão da história. O resto fica a critério do leitor.

 

As Crônicas de Gelo e Fogo – George R. R. Martin

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Outra indicação mais conhecida do grande público, principalmente pelo sucesso de “Game of Thrones”, série que conseguiu conquistar muita gente que geralmente não gosta de fantasia e mudar a opinião de outros que pensavam que o gênero se resumia a apenas a histórias com elfos alegres, senhores do mal e nobres cavaleiros. Eu relutei em colocar As Crônicas de Gelo e Fogo na lista, porém justamente por muitos só conhecerem essa história através da série de TV e que acabam perdendo muita coisa interessante ao deixar de conhecer o material original, até mesmo por acharem que não há necessidade de se ler os livros por já saberem o que acontece, mas como As Crônicas de Gelo e Fogo ainda tem muito mais a oferecer, mesmo a aqueles que pensam dessa forma, penso que essa indicação seja válida também.

Por que ler As Crônicas de Gelo e Fogo?

Uma das maiores críticas que tecem à fantasia é a falta de profundidade moral dos personagens, que são encaixados nos estereótipos de heróis indefectíveis ou então de vilões cruéis e ardilosos que querem dominar o mundo, sem espaço para meios termos ou para desenvolver melhor as motivações desses personagens de uma forma mais complexa. Apesar desse tipo de abordagem ter ficado menos evidente com o passar dos anos, principalmente com a própria mudança da visão da sociedade que não tende mais para enxergar claramente dois lados opostos -mudança essa causada sobretudo pelas guerras da segunda metade do século XX, como a Guerra do Vietnã-, essa percepção permanece quase como senso comum por aqueles que não costumam consumir o gênero, e quando estes pensam em livros de fantasia pensam em personagem com esse aspecto moral mais rígido e maniqueísta. Porém graças ao sucesso das Crônicas de Gelo e Fogo o público começa a mudar esse pensamento, justamente pelo grande foco que o Martin dá nas relações humanas e na política.

Um ponto que sinto que devo comentar aqui é que vejo muita gente reduzindo a série a uma simples história onde “morre todo mundo”, e taxam o Martin como “assassino dos nossos queridos personagens”, mas sou obrigado a dizer que as mortes nunca são usadas como artifício barato para chamar a atenção, tal qual uma novela que vê a audiência caindo vertiginosamente, mas como um meio de deixar a narrativa mais dinâmica, desta forma a história está sempre mudando e a sensação de novidade está sempre presente, não existe uma reciclagem de situações ou deixa a história dependente de um ou outro personagem. Esse é outro grande ponto forte que muitos não enxergam, a história te prende pelo motivo de não seguir por uma linha única que você tem a condição de enxergar com clareza aonde vai dar, o Martin te coloca na mão dele e não te dá espaço para adivinhar o que vem a seguir, e a curiosidade só aumenta e quando você percebe não consegue mais parar de ler para saber o mais rápido o possível o que acontecerá com um personagem ou com alguma trama de um núcleo específico. Não é uma série onde simplesmente morre todo mundo (Valar Morghulis) a qualquer momento e ninguém está a salvo, é uma série onde você não está a salvo das surpresas e dos desfechos que a história toma, e isso deixa a série de livros do Martin como algo único, apesar de todas as referências que ele usou, sendo elas reais ou baseadas na ficção.

PS: Também vale a pena ler os livros só para tirar aquela má impressão causada pelo núcleo de Dorne na série. Acreditem, Dorne é um núcleo excelente onde as coisas fazem sentido, apesar da série tentar passar a impressão oposta.

 

A Primeira Lei – Joe Abercrombie

A Primeira Lei

A trilogia A Primeira Lei foi uma grata surpresa, sendo uma das séries que mais gostei de ler nos últimos tempos. Os livros seguem essa tendência de procurar dar um foco maior nas relações humanas e no desenvolvimento dos personagens, todos marcados pelo caráter contestável e por suas falhas. A história é narrada através de múltiplos pontos de vistas de personagens que, apesar de serem apresentados como figuras bem conhecidas dentro da fantasia como magos e bárbaros, seguem por uma linha totalmente diferente desses arquétipos. A história tem um clima sombrio e é marcada por cenas de ação cruas e sangrentas, além de toques de humor cínico, deixando a narrativa com um tom mais direto e sem tantos rodeios e floreios desnecessários, o que é o ideal para esse mundo criado pelo Joe Abercrombie.

Por que ler A Primeira Lei?

Creio que qualquer um que faça essa pergunta para aqueles que já tenham lido essa série a resposta fatalmente será a mesma: Ela especialmente vale a pena pelos seus personagens, sobretudo no modo que o autor consegue desenvolvê-los organicamente e promover a desconstrução de padrões de personalidades desses personagens de fantasia. Temos em Jezal a figura do nobre arrogante, em Logen a do bárbaro violento, na de Bayz a do sábio mago e na de Ferro a da ex-escrava que desconfia de todo mundo, por exemplo; por essa descrição superficial parecem a princípio seguir estes padrões comuns nas histórias mais previsíveis de fantasia, mas logo estes padrões são descontruídos e mostra-se que todos eles são bem mais complexos do que simplesmente essas personalidades pré-moldadas que vemos por aí formando todos os clichês desses grupos compostos por pessoas diferentes com habilidades únicas que se unem em busca de um objetivo. Isso dá a eles um carisma próprio baseado em quem eles são, e não algo totalmente proveniente desses seus moldes que refletem outros personagens de outras histórias, e dá ao autor uma liberdade para brincar com esses arquétipos ao mesmo tempo em que não precisa ficar preso a eles. Outro ponto referente à construção dos personagens fica por conta da evolução deles ao longo da história, todos mudam, e mudam de maneira natural, porém nunca perdem suas essências, nunca deixam de ser o que são, e isso é algo que realmente é digno de nota.

Outro motivo para ler essa série fica por conta de um personagem específico, o cínico e amargurado inquisidor Sand dan Glokta. Outrora um heroico soldado que tinha um brilhante futuro pela frente, Glokta acaba por ser capturado e por dois anos é torturado pelos seus inimigos, deixando-o como uma sombra do que era antigamente. Quebrado e com sequelas que ele fatalmente terá de carregar por toda a vida (que fazem com que sua tortura na verdade nunca tenha terminado), ele volta a sua terra natal e ironicamente acaba por trabalhar como torturador e se torna um dos melhores do ramo, justamente por conhecer como ninguém o que é a tortura. Glokta é sem sombra de dúvidas um dos melhores personagens dos últimos tempos, e não há possibilidade alguma de não se deleitar com seus diálogos internos recheados por pensamentos ácidos e pessimistas.

 

A Saga do Mago – Raymond E. Feist

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Uma indicação mais leve agora, uma série que começa com uma pegada bem infanto-juvenil, para aqueles que querem começar com uma série de fantasia épica com todos os clichês possíveis e imagináveis, mas que mesmo assim consegue ter algo de original e que aos poucos vai encontrando seu caminho, não se limitando em ser mais um dos pastiches tolkienianos que inundam as prateleiras de fantasia. Devo confessar que li sem expectativas, não espero algo que vá mudar a minha vida a cada leitura, e por ter essa atitude acabei me divertindo com essa leitura mais despretensiosa. Eu não sei se ela vá agradar a quem já esteja acostumado a ler pilhas de livros de literatura fantástica e já esteja calejado, e certamente não deve agradar a aqueles que querem algo mais nos moldes do sombrio, pé-no-chão e realístico que tem mais espaço nos dias de hoje, mas como a intenção aqui é espalhar a fantasia, acredito que deveria tentar fazer uma lista menos homogênea e pensar em todo tipo de pessoas e no que elas podem eventualmente estar mais inclinadas a ler de acordo com seus gostos.

Por que ler A Saga do Mago?

Além desse aspecto de ter todos os arquétipos possíveis de qualquer aventura de RPG, para quem quer algo do tipo, há também a questão das peculiaridades da série, como uma invasão de seres de outro mundo através de um portal (a série originalmente se chama “The RiftWar Saga”) procurando recursos que são escassos no seu planeta. Algo interessante é a escolha das culturas que inspiram esses povos, enquanto o mundo dos protagonistas segue a linha da Europa Medieval, os tsuranis, a raça invasora, claramente é inspirada nas culturas asiáticas e mesoamericanas. Algo que é visto no quarto livro da série que me agradou bastante foi a questão da cosmogonia do universo dessa saga, algo bem original.

PS: A Saga do Mago é a primeira parte de uma série de livros que compreende várias minisséries que acabam formando o chamado “RiftWar Cycle”. Vale lembrar que também está sendo publicada no Brasil outra dessas minisséries,  A Saga do Império.

Filhos do Éden – Eduardo Spohr

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E por último, mas não menos importante, temos a indicação de uma série de fantasia nacional. Mais uma vez vou ser um pouco conservador na escolha, mas acho que o Eduardo merece fazer parte da lista, até por quebrar um pouco a resistência quanto a livros de fantasia nacionais e por abrir um espaço maior no mercado para outros autores. Creio que a indicação da série Filhos do Éden também vá agradar em cheio a todos os fãs do gênero, e também para aqueles que acham que autores brasileiros não levam jeito para escrever livros desse tipo, esses talvez mudem sua opinião.

Por que ler Filhos do Éden?

Filhos do Éden é uma trilogia que se passa no mesmo universo do livro anterior do Eduardo Spohr, o best seller A Batalha do Apocalipse”, mas não se propõe a ser um livro com acontecimentos tão grandiosos quanto o anterior, desta vez os anjos ainda são os protagonistas, porém eles são mais “humanos” na questão de personalidade, principalmente por assimilarem as idiossincrasias humanas pelo convívio maior com os seres mortais, além de níveis de poderes bem inferiores do que os vistos na ABdA, porém mesmo assim as lutas épicas cheias de magia ainda tem seu espaço. A série também é mais leve que o antecessor, que teve algumas críticas quanto a ser um livro mais arrastado.

Para mim o que mais vale a pena, além de desconstruir essa imagem que brasileiro não pode escrever literatura fantástica (essa galera nunca leu Monteiro Lobato), é o próprio universo criado, as descrições dos planos de existência e das entidades espirituais são de cair o queixo.

Cada livro tem um pegada diferente: Herdeiros de Atlântida é o mais leve; Anjos da Morte tem a sua qualidade ao ser extremamente bem sucedido ao misturar elementos históricos com os elementos fantásticos de seu universo; Paraíso Perdido é o mais épico de todos, tem um tom mais mitológico e se aproxima mais do A Batalha do Apocalipse. Aliás, o segundo livro, Anjos da Morte, pode ser lido sem a necessidade de ter lido antes o Herdeiros de Atlântida.

 

Bônus: A Crônica do Matador do Rei – Patrick Rothfuss

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Tentei dar preferência para aquelas séries que estivessem completas/que tivessem um arco fechado, ou que pelo menos tiveram uma boa quantidade de livros publicados no Brasil, mas, apesar de ter apenas dois livros e um pequeno spin off publicados, não poderia de forma alguma deixar de citar A Crônica do Matador do Rei em uma lista que tem por finalidade fazer com que mais pessoas deem chances à fantasia. Essa série é praticamente um tiro certo.

Cada livro é equivalente a um dia em que o protagonista Kvothe narra a sua história a um personagem conhecido como cronista, e junto com ele vamos descobrindo como Kvothe virou a lenda viva que ele se tornou dentro de seu mundo, algumas vezes desmitificando o que o povo conta a seu respeito, em outras se mostrando merecedor do status que acabou ganhando.

Por que ler A Crônica do Matador do Rei?

A história é desenhada com elegância e sutiliza, o autor de alguma forma parece saber exatamente como escolher as palavras certas para descrever cada situação da forma que ela deveria ser descrita. Rothfuss faz a sua mágica e consegue com que suas palavras tenham um efeito de distorção do tempo, de modo que o leitor não consiga ter noção do tempo passado enquanto virava as páginas completamente fascinado pela história. Até hoje não consegui encontrar livros com a escrita mais agradável do à encontrada nessa série, e estou inclinado a pensar que esta será uma tarefa das mais árduas possíveis, embora eu a aceite de coração aberto.

O único ponto passível de críticas, além da relação um pouco melosa do protagonista com seu interesse romântico, fica por conta da demora angustiante pelo lançamento do livro derradeiro da série, essa sim uma tortura para os fãs, mas que ao mesmo tempo mostra o quão cativante essa série pode ser.

 

E aí, prontos para ler mais livros de fantasia e sair em uma aventura?

THE HOBBIT: AN UNEXPECTED JOURNEY

 

Não deixem de conferir também as indicações dos outros blogs participantes do #EspalheFantasia

A Taverna  – Adoráveis Dias de Cão  –   Bravura Literária  –  Café Literário  –  Chamas do Império –  Desbravando Livros  –  DNA Literário  –  Entre Dimensões  –  Era uma Vez  –  Excalibooks  –  Ficções Humanas  –  INtocados  –  Leitura Mania  –  Me Livrando  –  Perfect Pick #001  –  Pétalas de Liberdade  –  Ponto Zero  –  Queria Estar Lendo  –  Sem Serifa  –  Sobre Os Olhos Da Alma  –  Sonhos, Imaginação & Fantasia  –  The Bookworm Scientist  –  The Red Beret Studios  –  Vai Lendo

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28 comentários sobre “5 Séries de Fantasia Publicadas no Brasil

  1. Sempre fico maravilhada com seus textos, ainda mais sobre um tema que tanto amo (e sim, adoro um post longo, hahaha).
    Me sinto meio em falta por nunca ter lido Joe Abercrombie nem Patrick Rothfuss (este último já está na minha estante aguardando a vez).
    Ainda sobre a importância da fantasia e de sobre sua classificação errônea como um “gênero infantil”, não sei se você já conhece, mas considero obrigatórias as leituras de duas entrevistas icônicas:

    Rothfuss comentando uma entrevista do Pratchett: https://camilafernandes.wordpress.com/2015/08/25/terry-pratchett-e-patrick-rothfuss-falam-de-fantasia/
    Uma conversa entre Gaiman e Kazuo Ishiguro: http://www.newstatesman.com/2015/05/neil-gaiman-kazuo-ishiguro-interview-literature-genre-machines-can-toil-they-can-t-imagine

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    • Obrigado Fernanda! Fico feliz que gostou do post (e sim, eu gosto de fazê-los longos, haha), também compartilho o gosto pelo tema, talvez porque ele toque tanto no que nós fomos, no que nós somos e no que vamos ser, é algo que está intrinsicamente ligado a nossa própria identidade, não tem como não gostar.
      Esses dois são muito diferentes, um é mais visceral nas suas descrições curtas e brutais de lutas, o outro é mais poético na sua narrativa, mas não tem como não gostar dos livros deles, principalmente os fãs do gênero.
      É meio culpa do processo de materialização extrema que nossa sociedade vive com a influência de um mercado voltado pras crianças e houve esse processo de “infantização”, antes os contos de fadas, por exemplo, eram um meio de transmitir alguma sabedoria aliada com a introdução nos mitos locais, hoje contos de fadas são vistos apenas como distrações. A gente se cega pela ilusão do saber, ao não conseguir ver a importância dessas coisas.

      Eu vi um pedaço dessa entrevista do Pratchett, acho que no blog mesmo, e me lembrei na hora da coisa do monomito e dos estudos do Jung sobre os arquétipos, é algo que faz tanto sentido, mas que as pessoas não querem acreditar por ter essa visão já predefinida do que é a fantasia, o que é uma pena. Essa do Gaiman eu tô indo agora ler! haha

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  2. Só classicão! Não tem muito o que acrescentar nessa lista.

    O Silmarillion ainda é, depois de todo esse tempo, meu livro favorito de fantasia de todos os tempos.

    Crônicas de Gelo e Fogo, apesar de dizer que nem espero mais o sexto livro depois de tanto tempo, sei que vou comprar no dia do lançamento e ler desesperadamente.

    Por fim, tenho que terminar a trilogia do Abercrombie (li Meio Rei e é muito bom) e a Saga do Mago, e começar a ler o Spohr, o único autor brasileiro de fantasia publicado na Holanda. Vejo direto nas livrarias.

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    • Olá Anderson! Eu tentei fazer algo mais mesclado, mas ao mesmo tempo fiquei com medo de indicar uma série ou outra que não estão completas no Brasil ou que eu li apenas uma parte pequena, então fui logo no que achei mais interessante pra essa proposta.

      O Silmarillion tb é meu favorito de fantasia, o que o Tolkien fez em relação a criação do seu mundo eu nunca vi igual, e suspeito que talvez nunca veja, só acho uma pena que muita gente não o conheça, já que não tem esse apelo do O Senhor dos Anéis e O Hobbit, mas é fantástico em todos os sentidos que essa palavra possa ter!

      Eu espero com uma ansiedade enorme, ainda mais com esse sabor meio amargo que ficou com a série, sou outro que fui fisgado e não consigo mais sair, haha. Saindo também já saio da livraria lendo o livro imediatamente, de tanta ansiedade que estou.

      Eu pessoalmente gosto do Spohr, mesmo com seus clichês (que vejo como algo que ele fez propositadamente como uma homenagem genuína e não como uma fórmula batida a ser usada), pode ir direto pro Anjos da Morte, ao meu ver o melhor dele, e que não deve nada aos gringos lá fora. A Saga do Mago vai muito de como vc encara, os dois primeiros (que são um só, divididos em suas partes) são bem genéricos, mas os dois últimos me surpreenderam positivamente, a cosmogonia vista no quarto livro é fantástica. Do Abercrombie tudo o que eu falar ficaria aquém do que a série é, mas vale a pena pela ousadia do último livro, o que desconfio que muitos autores não teriam a coragem de seguir por aquele caminho. Agora a minha ansiedade fica toda em Meio-Rei, espero lê-lo em breve. Abraços!!

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  3. Essa é a lista para os amantes de fantasia com certeza… Desde o mestre Tolkien até o brasileiro mais aclamado na área. É o tipo de post para aquelas pessoas. Quero ler fantasia, por onde começo? Estão todas aí…

    Ps. To em dívida em Game of Thrones, mas esse ano vou sanar… hahahahha

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    • Olá Francisco! Fiquei receoso de ser meio genérica, mas pela proposta de incentivar a galera a ler mais fantasia achei que esse era um caminho mais adequado, dando mais opções pra galera que acha que fantasia é uma coisa única..

      Leia as Crônicas com um aviso: Cuidado, não com o apego com os personagens, mas com a ansiedade pelo lançamento dos dois últimos livros! Acho que não tive nenhuma série de livros que eu ficasse tão apegado e tão angustiado pra saber como a história se desenrolará. É uma caminho sem volta, esteja avisado, mas apesar do sofrimento, vale muito a pena! haha

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    • Olá Priscila! Eu tb sou muito fã do professor, até hoje não li nada que se aproximasse do cuidado que ele teve ao fazer seu mundo, e olha que nem era pra ser algo publicável, talvez por esse amor ao próprio trabalho que transpareça a qualidade das suas obras aos nossos olhos. A Saga do Mago eu gostei, mas vale lembrar que o início (os dois primeiros livros eram originalmente um só que depois foi separado em duas partes) é bem genérico dentro desse mundo comum de fantasia, mas os dois últimos dessa primeira saga eu gostei bastante, sobretudo do último. Vale ler com essa mentalidade de ser algo inicialmente mais simples que depois vai ganhando seus contornos originais, muita gente empaca nos primeiros por não estar avisado quanto a isso e perde uma obra bem bacana.

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  4. Boas indicações. Eu não li ainda Abercrombie nem A Saga do Mago, mas tenho o primeiro livro de cada e pretendo lê-los ainda este ano. Também gostei muito de sua introdução sobre Fantasia; como escritora e palestrante estou sempre falando sobre isso, o que você fez muito bem nesta postagem.

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    • Mago- Aprendiz e Mago- Mestre, os dois primeiros volumes são na verdade duas partes do material que foi publicado originalmente como um livro único, então ele é a “metade” do primeiro livro. É bem infanto-juvenil e segue uma linha de mundo bem tolkiniana, mas depois do terceiro livro ganha de fato aspectos únicos, acho que até vale mais começar pelo terceiro ( Espinho de Prata), mas eu gostei dos primeiros tb.

      Acho que muita gente acaba não vendo isso, mas a fantasia/as crenças é o que acaba formando as bases da nossa sociedade e formando nossa moral, não percebemos isso pq ela é muitas vezes colocada como algo “infantil”, diante dessa perspectiva atual mais materialista, mas a importância da fantasia pra formação das sociedades humanas é gritante.

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  5. Nossa, mas tu escreveu um livro sobre fantasia! Hahaha Todo mundo indicando A Primeira Lei, parece boa mesmo e esse teu comentário foi a gota d’água pra eu tentar encaixar O Poder da Espada entre as minhas leituras. Mas vou admitir que tu dividiu meu coração para a série MAGO, agora estou mais em dúvida do que nunca. :/ E quanto ao Spohr, pode me apedrejar, mas ainda não li. Esse está naquela lista de “um dia na vida”, embora eu ache que não vá me arrepender…

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    • Mariana, aqui é só texto monstro saindo da jaula! haha
      Até parece que a galera combinou, mas não é surpresa, a trilogia A Primeira Lei é excelente, e o Abercrombie tb foi bem ousado em vários pontos, vale muito a pena ler.
      Eu gostei, geralmente gosto dessa coisa de uma fantasia mais clássica, mesmo que tendo esse tom mais infanto-juvenil, mas Mago tb ganha a sua própria personalidade depois de um tempo. Acho que é até mais válido começar a ler pelo terceiro livro (Espinho de Prata), acho que esse talvez seja mais fácil de agradar, e se bobear vc pode gostar.
      Quanto ao Spohr, pode deixar que não vou apedrejar, mas vale a pena ouvir algumas dramatizações de capítulos de seus livros que se encontram no Youtube, assim vc fica vendo como é mais ou menos o tom dos livros. Recomendo que leia o segundo, Anjos da Morte, um dos melhores que li, as partes passadas durante a época da Segunda Guerra Mundial e as descrições dos planos de existência espirituais são incríveis. Valia até um “Não conheci o outro mundo por querer!”, se tivesse essa frase os livros dele seriam ainda mais épicos! haha

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  6. De todos esses, eu curti a ideia de “the rift war saga”, o ideal de RPG, as influencias culturais, a temática de começar bem leve como infanto-juvenil e depois partir pra algo mais sombrio… Preciso achar essa saga!

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  7. Preciso ler desesperadamente A Saga do Mago e a Primeira Lei e terminar Filhos do Éden.
    Preciso deixar de ser pobre.
    E do jeito que você falou que é esse Rift War Cycle e essa questão de invasão de outro mundo me deixou bem curiosa pra ler a história! Já estava curiosa, mas amo essas questões de viagens dimensionais, de mundos e afins, e parece que A Saga do Mago vai me agradar muito por essa questão! 🙂

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    • O terceiro do Filhos do Éden não me agradou tanto quanto ao final, mas gostei de alguns personagens e umas passagens são sensacionais, mas o Anjos da Morte é um dos meus favoritos de sempre, é muito bom! Quanto a Saga do Mago, não canso se avisar que os primeiros são bem infanto-juvenis, mas que logo mudam o foco, mas a ideia de uma invasão de uma raça de outro mundo em busca de recursos naturais é algo que logo me chamou a atenção, mas nos dois outros livros o foco meio que muda um pouco, o que é bom pra não ficar sempre na mesma trama. 😉

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  8. Teu texto está de parabéns, fantástico e feito de obras indispensáveis. Tolkien me aventurei faz pouco tempo, li O Hobbit, me encantei com a narrativa, comecei O Senhor dos Anéis e tenho lido em doses homeopáticas A Sociedade do Anel. As Crônicas de Gelo e Fogo foi o que me impulsionou a ler mais obras de fantasia, estou no quarto e lendo lentamente com medo de chegar no quinto e ainda não ter o sexto rsrs… O Mago eu fiquei receosa depois de ter lido o primeiro livro, eu gostei do molde do mundo criado de muitos personagens, mas o que minou o meu interesse em continuar foi a apaixonite de Pug, aquela menina me dava nos nervos cada vez que aparecia, mesmo sendo poucas.
    Confesso que comecei a ler A Batalha do Apocalipse, mas não o terminei, uma hora dessas prometi que vou tentar ler novamente.

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    • Obrigado, Marina! O Senhor dos Anéis é meio carregado mesmo, principalmente no terceiro livros nas partes do Frodo e do Sam, mas é um livro que fica ainda melhor depois que vc acaba de ler, ele ainda fica lá morando e reverberando na sua cabeça. Não importa se você vai lendo devagar, no fim vai valer a pena! Depois que ler ele, se tiver animada, vale a pena ler O Silmarillion, nunca li nada fosse igual a esse livro, é fantástico! Eu sei bem o que é esse medo haha fico maluco cada vez que o Martin solta esses capítulos aí do sexto, aquilo é de uma crueldade sem par!
      Do terceiro do Mago talvez vc goste, ele é bem diferente dos dois primeiros, e o Pug quase não aparece, o que foi uma boa escolha ao meu ver, no quarto ele já tá bem diferente e a trama evolui pra algo mais “cósmico” que é fantástico. Se quiser continuar vá direto pra Espinho de Prata.
      Eu adorei A Batalha do Apocalipse, mas é um livro bem arrastado tb, Filhos do Éden, felizmente, resolveu seguir uma linha diferente e conseguiu ser bem sucedido e não ficar à sombra do anterior, o segundo dessa trilogia é coisa de maluco, muito bom. Vale também a pena dar uma chance!

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  9. Essa postagem está completa em todos os sentidos. Gostei de como você foge da simplicidade de apenas usar os adjetivos para falar das séries. Suas indicações são riquíssimas, tanto por se tratarem de livros excepcionais quanto pelo modo que você escreve 😀 Ta de parabéns!

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    • Olá Leo! Tentei ressaltar mais as qualidades e naquilo que eles se sobressaem em relação a outros do gênero, justamente para tentar passar pra galera o quão diferente um livro de fantasia pode ser do outro, há tantas abordagens diferentes que simplesmente não consigo compreender essa galera que acha que fantasia é algo único e rígido. Valeu, cara!

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  10. Tolkien é vida!! Tolkien é fantasia!! Senhor dos Anéis foi a minha leitura de adolescente. Na época eu não tinha dinheiro para comprar meus queridinhos e precisava ir até a biblioteca do Pedro II para pegar emprestado. Lembro que fiquei na fila de espera várias semanas porque era um livro que saía muito. Devorava avidamente as páginas e quando terminei, fiquei com uma ressaca literária por meses. Não queria saber de outra coisa. Por isso que Tolkien é uma leitura clássica e mais do que indicada para quem quer conhecer o gênero.

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    • Acho que esse é a grande qualidade de O Senhor dos Anéis, o livro não termina ali quando você o fecha, a história continua na sua cabeça por muito tempo, e poucos livros tem essa capacidade de sobreviver após a sua leitura. Tamanha a dedicação do professor a Terra-Média praticamente ganhou uma vida própria, e por isso é impossível apenas ler sobre a Terra-Média, a gente acaba vivenciando todo esse universo tolkieniano.

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    • Oi Barbara! Eu gosto bastante do Spohr, mas acho que vai do gosto de cada um, se vc gosta de uma fantasia mais “hard” A Batalha do Apocalipse pode te agradar, se gosta de algo com um ritmo mais leve, Filhos do Éden é o mais indicado, acho que Anjos da Morte, que pode ser lido sem ter a necessidade de conhecer os outros, é o melhor de todos. Aqui a dramatização de dois capítulos pra vc ter noção desse livro (há tb dos outros livros dele): https://www.youtube.com/watch?v=hiigUa1PaLg
      Tolkien é o ápice da fantasia, apesar de muita gente o achar muito descritivo (o que vejo até mais por algo que a própria época pedia), não vi nada que chegasse perto das suas obras. O Silmarillion é fantástico!

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  11. Oi, João.

    Eu até gosto de Tolkien. Amei Hobbit e Mestre Gil de Ham, por exemplo. Mas não consegui ler Senhor dos Anéis. Tentarei de novo em outra oportunidade… Quanto a Martin, eu adoro o autor, mas reconheço que suas falhas não são poucas. Por exemplo, suas descrições detalhadas de tudo o que acontece me remete a Tolkien, e foi por essa característica que não consegui ler A Sociedade do Anel.
    Rothfuss dispensa comentários. Sempre irei elogiá-lo porque é um dos melhores autores da atualidade, na minha opinião. Inclusive em A Música do Silêncio e sua beleza sublime.
    Pretendo ler Spohr o quanto antes. Adorei o seu post.

    Beijos, Celly – Me Livrando.

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    • Oi Marcelly! O Hobbit, Mestre Gil e Roverandom tem uma pegada mais infantil, além de serem bem curtos, já O Senhor dos Anéis é de uma proposta um pouco diferente. Eu pessoalmente gosto desse tom mais descritivo, mas entendo quem não goste, até pq nascemos em uma época com referências visuais extremamente presentes na nossa vida e esse tipo de coisa às vezes pode parecer excessivo, o que antes era necessário hj em dia já não o é, e pede-se algo mais dinâmico e mais “cinematográfico” até, mas para entrar em um universo fantástico, creio eu, que todos esses detalhes ajudam ao leitor ao ficar mais preso na história. Volte a ler sim pq vale a pena, inclusive uma vez que se termine o livro, mas penso que esse é um daqueles livros que pedem um tempo só dele, não dá pra querer terminar logo, então é bom deixar pra um outro momento.
      Eu gosto do Spohr, mas acho que se vc não curte essa coisa mais detalhada é bom passar longe da Batalha do Apocalipse, que segue essa linha de história mais “densa”, melhor mesmo ir pra Filhos do Éden que é mais fluído.

      Obrigado, Celly! 🙂

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    • Oi Vagner! Cara, eu sou suspeito pra falar pq gosto da escrita dele, mas entendo, pq é uma leitura que demanda um tempo próprio mesmo, eu mesmo levei 1 mês para ler o volume único, mas eu te digo que vale a pena, principalmente depois que vc termina. Por incrível que pareça a história realmente continua na sua cabeça por muito tempo. Acho que hj em dia a gente já cresce em um meio muito dinâmico, até os filmes tem um ritmo bem diferente do que tinham há 20 ou 25 anos atrás, o que dirá os livros, principalmente em uma época onde não se tinha tantas referências visuais, hj é mais fácil pra vc visualizar o que é um elfo, um dragão, etc., essa impressão de não render passa por isso, ou ele era muito descritivo ou a galera não entenderia o trabalho dele, mas dá pra encarar tranquilo passando do Tom Bombadil, haha. O segundo é o melhor, e acho que vc vá gostar dele, só umas partes de Sam e Frodo no 3º que são mais carregadas, mas fora isso o ritmo é bem mais tranquilo do que a do começo da Sociedade do Anel.

      Abraço!

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