Inspirações Históricas das Crônicas de Gelo e Fogo: 3ª Parte

É comum imaginar que a fantasia seja algo que fuja totalmente da realidade, com mundos repletos de magia e criaturas fantásticas que se diferenciam de tudo o mais que existe dentro do nosso mundo, mas não é bem assim. Para imaginarmos algo que vá além do que conhecemos fatalmente nos baseamos naquilo que nos é familiar, assim os nossos monstros mais assombrosos são quimeras de animais reais, personagens e criaturas más representam o que há de pior na nossa natureza, bem como aqueles que são sábios e bondosos representam um estado de perfeição que queremos atingir, porém a ligação entre o real e a imaginação não fica preso somente a isso, mas ecoa a nossa própria História.

A série de livros As Crônicas de Gelo e Fogo não é exceção, e o mundo criado por George R. R. Martin carrega mais do nosso próprio mundo do que talvez possamos perceber inicialmente, não apenas em relação a eventos históricos e similaridades entre personagens fictícios e figuras históricas, mas também em termos geográficos e culturais, e são justamente esses pontos que vamos explorar nesta postagem.

 

Se estiver achando que não haverá nenhum tipo de spoiler neste post, então você é igual ao Jon Snow e não sabe de nada.

 

OS SETE REINOS DA INGLATERRA

 

Acho que muita gente logo de cara percebeu isso, mas o formato de Westeros lembra bastante a Grã-Bretanha e até mesmo a própria História da Inglaterra e Escócia foram usados como inspiração, como visto nas postagens anteriores, além das semelhanças nítidas de ser separada do continente mais próximo por um “mar estreito” e pela própria colonização de ambos, mas há algo que pode ser mais surpreendente para alguns, o fato de que a Inglaterra também já foi dividida em “sete reinos”.

WesterosXGra_Bretanha

Westeros x Grã-Bretanha

Após as invasões e a colonização dos povos anglo-saxões o território inglês ficou dividido em vários pequenos reinos que eventualmente foram incorporando outros menores, destes foram sete reinos que realmente se tornaram os mais poderosos, sendo eles Nortúmbria, Mércia, Kent, Essex, Sussex,Wessex e Ânglia Oriental, formando o que posteriormente foi chamado de heptarquia. É bom esclarecer que esses eram os maiores, mas não haviam exatamente sete reinos nesse período, isto era algo que variava, com reinos sendo conquistados e entrando em colapso enquanto outros ascendiam, ou seja, era algo mutável, mas estes setes reinos eram os principais e os que tinham um maior destaque nesse cenário caótico. No início do século X estes reinos formaram o “Reino da Inglaterra”, quando Æthelstan conquistou York (que era o último reino viking remanescente), se tornando no ano de 927 o primeiro rei da Inglaterra de fato.

Mas Westeros não é uma Grã-Bretanha alternativa dentro desse mundo de fantasia, e cada reino leva na verdade particularidades de outros países europeus. Mas antes de fazermos essa comparação é necessário explicar quais são os tais Sete Reinos, pois é algo que muita gente nem faz ideia.

 

OS SETE REINOS DE WESTEROS

 

Aegon, o Conquistador, junto com suas irmãs Visenya e Rhaenys, seus três dragões e um pequeno exército desembarcaram na Baía da Água Negra, no local que mais tarde construiriam a cidade de Porto Real, e iniciaram a Guerra da Conquista.

O primeiro a cair foi Harren, o Negro, o rei das Ilhas e dos Rios. Balerion, o Terror Negro, o dragão de Aegon incinerou Harren e seus filhos em Harrenhal, na torre que posteriormente ficara conhecida como a “Torre da Pira do Rei”. Aegon concedeu o domínio das terras fluviais a Edmyn Tully, o primeiro dos senhores do Rio a lhe jurar fidelidade. Posteriormente ele também forçou os senhores das Ilhas de Ferro a submissão e permitiu que as casas nobres sobreviventes elegessem um suserano dentre eles, Vickon Greyjoy de Pyke foi o escolhido.

Aegon_e_balerion

Aegon, o Conquistador montado em seu dragão Balerion, o Terror Negro

O próximo a cair foi o rei da Tempestade, Argilac Durrandon, que foi morto em combate singular por Orys Baratheon, um dos principais comandantes de Aegon, que diziam ser um meio-irmão bastardo dele. Orys casou com Argella, a filha de Argilac, e tomou o castelo, o símbolo e o lema da Casa Durrandon, e fundou a Casa Baratheon, sendo feito o senhor das terras da Tempestade por Aegon.

Loren Lannister e Mern IX Gardener, os reis do Rochedo e da Campina, juntaram suas forças para deter o avanço do exército Targaryen em suas terras e conseguiram reunir uma força de 55 mil homens. As forças dos exércitos dos dois reis não foi páreo para os dragões e durante a batalha do Campo de Fogo a Casa Gardener foi aniquilada. Loren foi capturado e jurou fidelidade a Aegon, que permitiu que ele mantivesse suas terras e o nomeou como senhor de Rochedo Casterly e Protetor do Oeste. Mais tarde Harlen Tyrell o intendente dos Gardener, rendeu Jardim de Cima para Aegon e também lhe jurou fidelidade, e como a linhagem de Mern fora extinta no Campo de Fogo, Aegon fez dos Tyrrel os novos senhores da Campina.

O rei no Norte, Torrhen Stark inicialmente se preparou para enfrentar Aegon, mas após ouvir sobre Harrenhal e sobre o Campo de Fogo e de ver as forças de Aegon, decidiu se render, se ajoelhando e colocando a sua coroa diante de aegon, sendo conhecido como “o rei que se ajoelhou”. Após jurar fidelidade, Aegon lhe nomeou senhor de Winterfell e Protetor do Norte. Após isso Aegon enviou sua irmã Visenya para o Ninho da Águia, onde a Rainha Regente Sharra Arryn se sentia segura, porém Visenya voou em seu dragão Vhagar e conseguiu chegar facilmente ao castelo dos Arryn. Sharra dobrou o joelho após ver seu filho sentado no colo de Visenya pedindo para voar em seu dragão, o que lhe foi concedido. A Casa Arryn foi delcarada então como senhores do Ninho da Águia e Protetores do Leste.

Aegon no entando nunca conseguiu com que Dorne se submetesse, mesmo após sucessivas batalhas. Os dorneses até mesmo conseguiram matar a irmã de Aegon, Rhaenys Targaryen, além de terem matado também o dragão dela, Meraxes. O último reino em Westeros que não se curvou aos Targaryens só foi conquistado depois de 150 anos da chegada de Aegon, com o jovem rei Daeron I, conhecido como O Jovem Dragão, porém apenas por pouco tempo, Daeron acabou sendo engando e assassinado com a idade de 18 anos e Dorne voltou para o controle de seus antigos senhores. Dorne só se uniu aos Sete Reinos de forma pacífica através do casamento acordado entre Daeron II com a princesa Myriah Martell, que selou a paz entre o reino e Dorne, além do casamento entre Daenerys, a irmã de Daeron II, com o príncipe Maron Martell, que finalmente fez com que Dorne se tornasse parte dos Sete Reinos, unificando Westeros e deixando o continente da Muralha para baixo sob o comando de um único rei.

 

Os Sete Reinos de Westeros antes da conquista eram estes, portanto:

 

1- O Reino do Norte, governado pela Casa Stark.

2- O Reino das Ilhas e dos Rios, governado pela Casa Hoare.

3- O Reino da Montanha e Vale, governado pela Casa Arryn.

4- O Reino do Rochedo, governado pela Casa Lannister.

5- O Reino da Tempestade, governado pela Casa Durrandon.

6- O Reino da Campina, governado pela Casa Gardener.

7-O Reino de Dorne, governado pela Casa Martell.

 

Porém após a unificação alguns reinos foram reestabelecidos como regiões sob a influência de um suserano, como o antigo Reino dos Rios que passou a ser a região das Terras Fluviais, agora sob o domínio da Casa Tully, por exemplo. Apesar do nome, e assim como a heptarquia inglesa, não há exatamente “Sete Reinos” em Westeros durante o período em que se desenrola a história das Crônicas de Gelo e Fogo, o termo meramente segue o conceito dos reinos antes da Conquista, o modelo da divisão atual de Westeros sob o controle do rei possui na verdade nove regiões: O Norte, as Terras Fluviais, Terras Ocidentais, as Terras da Coroa, as Terras da Tempestade, o Vale, a Capinha, as Ilhas de Ferro e Dorne.

Bem, uma vez conhecidos os antigos reinos, vamos então falar das “atuais” regiões de Westeros e das suas possíveis inspirações.

 

Norte

O Norte de Westeros, a maior região dos Sete Reinos, parece ser uma mistura do norte da Inglaterra com a Escócia, e os paralelos são claros: O clima frio, vastas porções de terras desertas regiões pouco habitadas, e as próprias habitações dos nortenhos são construções mais simples formadas principalmente por pequenas aldeias e fortificações mais rústicas, embora existam também grandes castelos e cidades grandes como Porto Branco. O Norte de Westeros e o norte da Grã-Bretanha compartilham também a semelhança de serem cercados por mares, o Mar Tremente a leste, e o Mar Poente a oeste, no caso de Westeros; e o Mar do Norte, a leste e Oceano Atlântico a oeste, no caso da Grã-Bretanha.

Alguns nortenhos vivem em áreas mais remotas e desertas formadas por montanhas e colinas, e os clãs das montanhas que vivem nestes altos vales e prados das montanhas lembram bastante os clãs das Terras Altas da Escócia. Os líderes desses clãs são vistos como senhores menores por outros senhores, porém não se vem como tal, ferozes em batalha eles lutam com grandes espadas montantes, são mais tradicionalistas do que os povos do sul e dão muito valor a hospitalidade. Esses homens do norte de Westeros também são frequentemente incomodados pelos homens de ferro, tal como o povo do norte da Grã-Bretanha também eram assolados pelas incursões vikings.

Winterfell

Winterfell

Outra semelhança gritante é a própria Muralha, que é inspirada claramente na Muralha de Adriano, ambas construídas para manter os “selvagens” ou bárbaros longe de suas terras, selvagens esses que compartilham uma ligação ancestral com esses povos do norte, que sofreram menor influência e mistura do que os povos do sul, como os nortenhos de Westeros com a descendência mais forte por parte dos Primeiros Homens e pouco dos Ândalos.

 

Terras Fluviais

A região da Europa mais próxima das Terras Fluviais de Westeros parece ser a região da Renânia e do Ducado da Borgonha na Idade Média (que corresponde hoje a parte da França, Bélgica, Holanda e Luxemburgo). Ambas ficam entre rios e planícies, são terras férteis e seus vários rios são utilizados pela população para o transporte de mercadorias. Também encontram ao leste terras mais montanhosas.

 

Terras Ocidentais

Um país que tem muito a ver com as Terras Ocidentais é a Inglaterra. O terreno de ambos compreende na sua maioria colinas, montanhas e planícies. A Inglaterra sempre deu grande importância a seus portos (a expansão do Império Britânico e a riqueza que o país conquistou foi muito por conta da sua força naval, por exemplo, embora essa importância dos portos sempre existiu), e na terras dos Lannisters não é diferente, inclusive contando com uma frota naval considerável e contando com Lanisporto, uma das maiores e mais importantes cidades de Westeros. Vale lembrar que Lanisporto e as cidades costeiras das Terras Ocidentais sempre sofreram com as incursões dos homens de ferro, assim como os vikings viviam assolando a costa inglesa. Outra curiosidade é que o brasão de armas da Inglaterra é composto por três leões dourados em um campo vermelho vivo, bem como o símbolo da Casa Lannister é um leão dourado em um campo vermelho.

As terras ricas em minérios também são similares, muito embora os Lannisters sejam a casa mais rica de todas por conta de suas minas de ouro, já a Inglaterra não tem essa quantidade enorme de ouro para extração, a maior parte da exploração era de cobre, estanho, chumbo e prata, porém se os Lannisters cresceram economicamente por conta de seu ouro, a Inglaterra cresceu por conta de suas minas de carvão que impulsionaram a Revolução Industrial, sem a ampla disponibilidade de carvão em seu território a economia inglesa jamais teria crescido tanto.

Terras da Coroa

Porto Real, a capital do reino, é Londres, e não há muito mistério nisso. A “Terra do Rei” (King’s Landing) como era de se esperar, e a maior cidade do reino. Porto Real é o centro da economia de Westeros, com o comércio de todos os tipos de produtos e com os mais hábeis artífices dos Sete Reinos, porém com toda a população em um espaço reduzido é inevitável não ter problemas como ruas estreitas e sujas, dejetos despejados nas ruas e o inevitável fedor que se espalha pelas ruas, além da pobreza, com muitos bairros pobres onde predominam construções toscas. É uma cidade de extremos, assim como a cidade do rei da Inglaterra era na Idade Média, sendo a principal cidade para o os comerciantes estrangeiros venderes seus produtos no país, além de servir como base para a defesa em tempos de guerra. Acho que nem preciso mencionar que era a maior cidade da Inglaterra e que as ruas eram bem imundas. Um fato curioso é que Porto Real fica as margens do rio Água Negra e Londres fica as margens do rio Tâmisa, que pasmem, tem seu nome derivado do nome celta do rio “Tamesas”, que provavelmente significa “escuro”.

Porto_Real

Porto Real

Porto Real tem o Grande Septo de Baelor, construído por Baelor, o Abençoado; Londres tem a Abadia de Westminster, construída por Eduardo, o Confessor. Porto Real tem a Fortaleza Vermelha, erguida onde inicialmente havia uma fortificação rústica feita Aegon, o Conquistador, que posteriormente mandou construir um castelo permanente para ser sua habitação; Londres tem a Torre Branca, que faz parte do que posteriormente ficou conhecido como A Torre de Londres (ela foi reformada e expandida ao longo dos séculos) foi construída pelo rei Guilherme, o Conquistador, porém de início a construção do castelo também era bem rústica, a exemplo da Fortaleza Vermelha.

 

Terras da Tempestade

Esse foi uma pouco mais difícil, mas acho que as Terras da Tempestade podem ter sido inspiradas na Irlanda ou no País de Gales. Costas acidentadas com muitas ilhas, penínsulas, baías e cabos. Territórios onde chove o ano inteiro, e chove muito, mas mesmo assim a região é bem fértil. As tempestades na costa também são comuns.

 

Vale

Alpes, terras férteis, muitos rios e lagos, por vezes enfrentando invernos rigorosos que dificultam a viagem pelas inúmeras montanhas, parece-me que o Vale pode muito bem ser algo próximo ao Sacro Império Romano-Germânico. A Casa Arryn tem uma das mais antigas e puras linhagem da nobreza ândala, se pensarmos nos ândalos como um paralelo com os invasores saxões, é mais uma similaridade, já que as terras em que os saxões, jutos e anglos se originavam ficavam nos limites do que era o SIRG na Idade Média.

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Ninho da Águia

Os cavaleiros do Vale também são conhecidos por ser bem devotos da Fé dos Sete, mais um paralelo com os cavaleiros imperiais. Outra similaridade é em relação a escolha de uma ave para o brasão de ambos: a Casa Arryn com um falcão branco em fundo azul e o Sacro Império Romano-Germânico com sua águia preta em um fundo dourado.

 

Campina

Campos verdes, vinhos famosos, cavalaria, modos refinados e uma valorização maior da cultura e arte do que o resto do reino, a Campina é uma daquelas regiões que não há muita dificuldade em perceber a sua inspiração, ela é a França de Westeros. Conhecida por ser uma das regiões mais ricas por conta da sua agricultura, já que é a região mais fértil dos Sete Reinos, a Campina tem um clima bem ameno o ano todo, não sofrendo muito também com as estações que duram anos em Westeros, por conta disso não é de se estranhar que seja a região mais densamente povoada dos Sete Reinos, e isso tudo lembra bastante a França medieval, já que durante a Idade Média a maior cidade da Europa era Paris, que também era conhecida por ser um importante centro cultural e comercial, tal como é a cidade de Vilhavelha na Campina. Ainda no tocante a agricultura, ambos são conhecidos pelos seus vinhos, a Campina com a Árvore, uma ilha onde se produz o melhor vinho de Westeros, além dos vinhos produzidos no continente, e a França com as regiões produtoras de Borgonha, Bordeaux e a famosa região de Champagne.

A região da Campina é considerada a casa da cavalaria em Westeros, e onde a figura do cavaleiro é mais valorizada nos Sete Reinos, similar novamente a França, onde os ideais da cavalaria foram idealizados durante o século XII, e era especialmente estimada entre a alta nobreza do Ducado da Borgonha durante o século XV, sendo quase como uma moda. Durante a Idade Média os romances de cavalaria eram muito populares e exaltavam os valores que o cavaleiro deveria ter, tal como a fé, a honra, a lealdade e a coragem. É quase impossível não lembrar das inúmeras histórias do Rei Arthur que foram feitas nessa época. A justa também era extremamente valorizada na França, até por permitir o cavaleiro demonstrar a sua habilidade, e a galera da Campina também tem um apreço muito grande pelos torneios e pelas disputas entre os cavaleiros.

 

Ilhas de Ferro

Talvez a referência mais óbvia de todas, a região das Ilhas de Ferro foi inspirada na Escandinávia. Os homens de ferro são vikings dos Sete Reinos, e isso é algo que todos notam a primeira vista: eles navegam em dracares, aterrorizam seus vizinhos em incursões sangrentas em seus dracares, pilhando, fazendo escravos e dominando tanto o mar aberto quanto os rios de Westeros. Tanto as Ilhas de Ferro quanto a Escandinávia são lugares onde o clima é frio, os mares são tempestuosos e a terra pouco produz para sustentar a população que lá vive, e justamente essa escassez de recursos é que tornou o povo resistente, inflexível, aventureiro e belicoso, levando esses povos para o desconhecido em busca de riquezas e glória.

Pyke

Pyke

Os homens de ferro também preferem seguir a sua própria religião a religião que é mais comum nos sete reinos, A Fé dos Sete, por isso existem poucos cavaleiros nas ilhas, eles são realmente guerreiros do mar e preferem travar combate em seus barcos ou em ataques rápidos pelos rios ou mar, e não em campos abertos. A preferência pelo machado também é algo comum aos vikings e aos homens de ferro. A própria religião do Deus Afogado tem muito a ver com a religião dos povos escandinavos, mas isso é assunto para uma próxima postagem.

 

Dorne

O análogo de Dorne é a Península Ibérica durante a Reconquista. Ambos ficam pertos de outros continentes com quem dividem algumas similaridades culturais e Dorne, assim como algumas partes da Espanha e de Portugal, tem um relevo montanhoso, árido e seco, porém ainda assim com terras férteis graças aos inúmeros rios existentes. Dorne é um local famoso pelo seu vinho forte e doce, provavelmente uma referência ao vinho do Porto.

Dorne é o reino que mais se difere dos outros, tanto em clima quanto nos costumes, e até mesmo na aparência de seu povo. Os dorneses tem sangue roinar, e adotaram muitos dos costumes desse povo, ao contrário do resto de Westeros onde tanto o sangue quando os costumes dos Primeiros Homens e dos Ândalos é mais proeminente, lembra da Espanha e Portugal nessa época com a invasão/conquista muçulmana que também proporcionou uma forte influência da cultura árabe para a região, tanto em termos de costumes, de arquitetura, de ciência e filosofia, e até mesmo na língua, bem como uma miscigenação entre os povos, assim como também é em Dorne. Os dorneses também tem um temperamento mais esquentado, mais sanguíneo, e tem algo de mais sensual também, que lembra bastante à visão que geralmente se tem dos povos latinos.

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