Resenha do livro O Nome do Vento

CorrCpOnomeDovento_31.5mm.pdfPatrick Rothfuss, o autor do livro, realmente possui o dom da escrita, antes de mais nada é a primeira coisa que devo dizer, e talvez isso seja o que mais me chamou a atenção ao ler O Nome do Vento. Esse seu primeiro livro é leve e agradável de ler, o estilo dele de contar a história é realmente bem fluído e dinâmico, e se não tomar cuidado você pode acabar lendo ele todo de uma vez e nem se quer perceber que o dia foi passando, e perdendo a noção das horas e das páginas viradas. Continuar lendo

O velho oeste futurístico noir de Cowboy Bebop

Uma obra prima da animação que foi ao ar originalmente em 1998 no Japão e que não demorou muito para ganhar fama de anime cult no ocidente. Beira à perfeição em quase tudo, como a trilha sonora, em como consegue fazer inúmeras referências, com o cuidado com as cenas de ação, tanto de tiroteios, perseguições, batalhas espaciais e até mesmo luta corpo a corpo. Continuar lendo

A utopia distópica de Admirável Mundo Novo

Escrito por Aldous Huxley em 1931 e publicado no ano seguinte, esse livro aborda certos conceitos que em sua época pareciam como fantasias loucas, uma visão de futuro absurda com pessoas sendo feitas em tubos, de controle por consumo e por inundações de inutilidades, mas que hoje em dia esses mesmos conceitos soam como algo extremamente possível ou até mesmo bem familiares, o que é assustador. Continuar lendo

Renunciai às esperanças, vós que entrais – Resenha da Divina Comédia –

De início conhecida apenas como Comédia – o “Divina” foi acrescentado em 1500 por Boccaccio – o poema épico e magnum opus do escritor florentino Dante Alighieri é sem dúvidas uma das maiores obras literárias de todos os tempos. Começou a ser escrita no início de 1300 e só foi concluída em 1321, somente um pouco antes de o autor vir a falecer nesse mesmo ano. Continuar lendo

Resenha de Pássaro da Tempestade (Livro 1 da série Guerra das Rosas)

Guerra-das-Rosas-Passaro-da-Tempestade (533x800)Algumas poucas décadas, mas que entraram para a História inglesa como alguns dos anos mais conturbados que aquele país já viu, anos esses cheios de traições, conspirações, sede de poder e batalhas épicas, então qual melhor época se não essa para uma próxima série ficção histórica? Felizmente foi o que pensou o britânico Conn Iggulden. Continuar lendo

Dúvidas, escolhas e humanidade – Crítica do livro O Exorcista –

Não senti “medo”, como muitas pessoas acabam descrevendo sua experiência com esse livro. Acho que se alguém pedir para os leitores definirem o livro em apenas uma palavra, boa parte deles o definira exatamente usando essa ou uma outra muito similar. Outros, talvez, procurassem definir o livro escolhendo “dúvida”, algo que permeia toda essa história e faz mais sentido para mim e talvez me decidisse por ela, mas eu também, possivelmente, optasse pela palavra “escolha”, no decorrer do texto fica claro do motivo da minha inclinação por essas palavras para definir esse excelente livro de William Peter Blatty, cuja adaptação cinematográfica se tornou icônica. Continuar lendo

It’s alive! – Uma crítica de Frankenstein ou o moderno Prometeu

Sabe aquele monstro verde com parafusos no pescoço? Aquele mesmo que fala somente através de grunhidos e que foi criado por um velho cientista louco através da eletricidade de um raio que entrava pelo teto de seu castelo, tudo isso aos gritos de It’s alive!” ? E se eu dissesse que no livro ele era bem diferente dessa imagem que ficou eternizada na cultura popular e que é até hoje usada em filmes e desenhos? Continuar lendo